O
livro, que traz um tema inédito
em publicações no
Brasil, analisa a transformação
do modo de consumo de moda na Europa
nos últimos dez anos. De
acordo com Cietta, a publicação
é inspirada no sucesso das
empresas de fast fashion da Itália.
Porém, o
grande trunfo do livro é
esclarecer a história de
que fast-fashion é “cópia
da passarela, com preço baixo
e em larga escala”. Para o
autor, na verdade, a principal característica
do fast-fashion é colocar
o consumidor em seu time de colaboradores
através do “design
adaptativo” (uma espécie
de crowd sourcing feito na vida
real em vez de na web). A ideia
é simples e prática:
primeiro, executa-se uma coleção
teste, com poucas peças,
e a partir da venda (ou não)
desse lote, desenvolve-se a estratégia
para obter lucro máximo.
Ou seja, quem escolhe o que está
nas araras são os compradores,
não a equipe de estilo.
Aqui no Brasil,
Cietta diz que, entre os grandes
nomes do setor, a C&A é
uma das poucas que se assemelha
ao modelo europeu, mas ainda não
planeja a coleção
em conjunto com o cliente. E para
quebrar mais um paradigma, Cietta
diz que fast-fashion não
tem necessariamente a ver com lojas
enormes, roupas apertadas nas araras
e zero atenção ao
consumidor. O autor cita as marcas
Farm e Shoulder como “ótimos
modelos de fast-fashion aqui no
Brasil, embora com preço
focado em outro público,
que não a classe média”. |