Seis
anos depois da Balenciaga desfilar
um inverno repleto de jaquetas aviador,
elas finalmente retornam aos holofotes:
a diferença é que
desta vez quem apertou o gatilho
foi Christopher Bailey, diretor
criativo da Burberry,
que revirou o baú de guerra
da grife para dar forma e força
ao seu desfile de inverno 2010.
O efeito colateral
foi sentido em outras marcas: na
3.1 Philip
Lim as jaquetas aviador vieram
meio boho, enquanto Just
Cavalli e Emilio
Pucci optaram por um caminho
mais glamourizado. Até a
Topshop Unique
fez algumas versões mais
acessíveis ao grande público,
com os forros de lã super
aparentes.
As proporções
e modelagens são variadas,
indo das mais curtas até
as mais longas, passando por versões
mais clássicas com golas
e lapelas maximizadas. O couro animal
também dá lugar aos
tecidos e peles sintéticas,
e em alguns casos os pelos de carneiro
tomam conta também da parte
externa das jaquetas.
Como as jaquetas
aviador são mais volumosas,
cai bem fazer o contraponto com
peças ou acessórios
minimalistas, pra não exagerar
na dose e harmonizar o look. E,
é claro, atenção
para os termômetros: apesar
de super confortáveis para
os dias mais frios, elas podem se
tornar verdadeiros engôdos
nos climas mais quentes.
CURIOSIDADE
As jaquetas aviador
são itens de vestuário
que saíram dos campos de
guerra direto para os guarda-roupas
de todo o mundo. Os modelos de couro/pelo
de carneiro são os mais tradicionais,
mas hoje em dia elas podem vir em
diversos materiais, muitos inclusive
sintéticos. Quando foram
criadas durante a Primeira e Segunda
Guerras Mundiais, elas foram pensadas
para proteger os pilotos contra
as intempéries de voos em
elevada altitude, além de
serem peças utilitárias.
Na ocasião, foram batizadas
de flight jackets, mas logo ganharam
o apelido de bomber jackets –
os militares que as usavam pilotavam
aviões de bombardeio. A jaqueta
bomber que encontramos hoje em diversas
lojas, sem pelos de carneiro, é
tipo a bisneta da jaqueta aviador.
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