| Tenho
de admitir que, neste bombardeio
noticioso que sofremos diariamente,
eu quase achei que a coleção
dele era pra Renner. Mas logo fui
corrigida por coleguinhas (jornalistas)
fashionistas mais atentos. Então
agora já sei.
O que eu não
sabia também era onde é
que afinal tinha uma loja Riachuelo
“mais perto de mim”.
Fui até o site da marca (depois
de ontem ter já, devidamente,
me colocado pra segui-la no twitter).
Taí duas coisas então
para as quais já funcionou
a parceria com o estilista. Ponto
pra Riachuelo. Independente se vou
conseguir efetivamente ir e/ou comprar
alguma coisa, despertar meu interesse
_ou de qualquer consumidora_ já
é bastante coisa. A compra,
se não vem nessa coleção,
pode vir numa próxima. E
se caso quando eu for até
a loja tudo desta coleção
já estiver se esgotado (já
que ela deve ser mais reduzida),
quem sabe eu aproveite a viagem
e compre uma coisinha qualquer que
eu garimpe nas araras. Oxalá,
deve suspirar minuto a minuto o
marketing da Riachuelo, que afirmou
ter disputado a assinatura do estilista
com outros gigantes do fast-fashion
brasileiro. Faz sentido, já
que é verdadeiro case o status
da Osklen dentro da moda brasileira
[mereceria uma pensata, mas não
é esse o gancho aqui.].
Ouso dizer que
as marcas que temos à disposição
aqui no Brasil estão ainda
fazendo a transição
de “lojas de departamento
populares” para o fast-fashion,
talvez aceleradas recentemente pelo
próprio fenômeno do
FF e pela recorrência do anúncio
da entrada de nomes como H&M
e Topshop no país. Ah, nada
como a competitividade, não??
Da mesma forma como todo mundo teve
que se ajeitar rapidinho (sem ter
muito se ajeitado, é verdade),
quando da entrada da Zara. Silenciosa,
mas sempre tsunâmica, a Zara
atingiu mais as canelas dos designers
participantes das semanas de moda
brasileiras do que o então
povão que comprava nas cadeias
de lojas que em outros tempos ninguém
ousava dizer o nome.
Voltando à
Renner, não consegui entender
no site deles onde ficam as lojas.
E no da Riachuelo um problema de
navegação me fez tentar
umas quatro vezes entrar nos endereços
de SP (sempre voltava pros de Belo
Horizonte), até eu dar um
outro Google com pesquisa mais específica.
Mas uma ferramenta de “provador”
me prometia experimentar daqui de
casa as peças. Fiquei com
preguiça. Mas parecia legal.
Garotas na internet
reclamavam que as roupas ficavam
bem apenas em “gente magra”.
Na TV, Luana Teifke, esguia e maravilhosa
como sempre, transforma de fato
qualquer maiozinho retrô em
obra-prima.
E Renata Sozzi
numa blusa de decote canoa de listras:
uma blusa listrada é uma
blusa listrada é uma blusa
listrada. Ou não? Não
neste mundo de grifes, de moda,
do tal “valor agregado”,
essa expressão banalizada
em reuniões com marketeiros
xaropes mas que aqui faz sentido.
Chama-se construção
de marca quando você usa uma
blusinha ou uma pólo comum
e fala de boca cheia onde comprou.
Mesmo que seja a H&M. Ou a Topshop.
Pros fashionistas que não
têm grana pra consumir a regata
da Maria Bonita mas que ficam felizes
por admitir que gastaram apenas
algumas doletas numa viagem “lá
pra fora” e compraram uma
coisinha ou outra.
Garotas eshpertas
da moda do Rio descobriram que “não
tem Riachuelo na Zona Sul”.
Mas parece que planos de novas lojas,
de expansão etc. Então
a coisa deverá andar mais.
Em interessante
texto assinado de próprio
punho na revista Vizoo deste mês,
reproduzido pelo blog de Lilian
Pacce, Oskar Metsavaht reclama que
os brasileiros ainda compram muito
pela marca. E diz que tem viajado
muito e que tem achado tudo muito
parecido na moda, e que a moda em
si está muito chata (
vale ler a matéria toda pra
essas declarações
não ficarem fora de contexto).
Não chego a discordar de
todo, não. E nem precisa
ir longe como ele pode ir: passeie
pelos shoppings de São Paulo
e a sensação será
a mesmíssima.
Como fazer a nossa
parte para sair disso? Bem, a próxima
temporada de desfiles começa
em menos de dois meses.
Beijos rapidinhos,
Palô.
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