Quem
é da indústria sabe
que temos que “consertar”
probleminhas de pele, dentes, cabelo,
pernas e por aí vai quando
nos chegam fotos que, se publicadas,
nao despertariam desejo, cobiça
e muito menos luxo e luxúria.
O limite deveria
ser o do bom senso, e não
o rol de Photoshop disasters de
mulheres sem umbigo ou sem axilas
que a Internet coleciona. Sem falar
em séries de “antes
e depois” que pipocam por
aí (Madonna e Jesus na “W”?).
E pra não ficar apenas no
universo feminino, quem se lembra
do cabelo de Jude Law retocado naquela
publicidade de perfume?
É muito
comum também criarmos o que
chamamos de Frankenstein, ou seja,
colocar a cabeça de uma foto
com o corpo da outra, quando não
conseguimos uma foto perfeita. Se
somos perfeitos num todo? Longe
disso.
Mas até
onde tratar? Onde não tratar?
Posso dar dois exemplos, pessoais,
para não ficarmos só
na hipocrisia que nunca sai de moda:
certa vez, quando promovi cirurgia
estética nos dentes de uma
atriz, e quando convidei uma modelo
para fotografar sem maquiagem. A
primeira não conto quem é,
mas conto a que topou, no segundo
exemplo: Jeísa Chiminazzo.
Este assunto está
apenas começando, e ele não
se resume às passarelas de
desfiles. Que, por conta do caráter
midiático e da relevância
cultural e social que atingiram,
são objeto de análise
de todos. Que bom.
Erika Palomino
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