Por Juliana Lopes,
de Milão
A solidez da família
Missoni parte de Ottavio e Rosita
Missoni, fundadores da marca. Até
12 anos atrás era ela o alicerce
da criação de moda
“para vestir o corpo”.
Assim que o comando foi entregue
à sua filha, Angela Missoni,
Rosita passou a dedicar-se a peças
de decoração de interiores.
Interiores para morar, passear,
visitar. Na montanha, na cidade,
na praia. Todas as cores, flores,
listras e ziguezagues – agora
também pixels, como um dos
patterns – são pensados
e “sentidos” por ela.
Em entrevista exclusiva
ao FFW direto da Semana de Design
de Milão, Rosita Missoni
falou sobre criação,
inspiração, referência
e cópias.
Como foi a transição
da moda para o décor?
Moda sempre foi nosso território.
Nos afirmamos na criação
da vestimenta, começamos
assim e é nosso grande centro.
Mas a moda está em tudo.
Percebemos que nossa casa também
era, no final das contas, uma casa
de moda. E, há 12 anos, quando
minha filha Angela assumiu a criação
de moda da Missoni, eu fiquei bastante
empolgada em começar a cuidar
da coleção para a
casa. As peças que tínhamos
até então eram boas,
mas apenas comerciais. Era algo
que vendíamos, mas que não
usaríamos, sabe? Então
isso foi preciso mudar e hoje as
peças de casa tem a mesma
importância.
Você acredita
que existe um limiar entre as duas
searas?
A fronteira, na verdade, nunca existiu.
Você pode perceber que estilistas
colecionam design, respiram design.
Na casa de estilistas sempre encontramos
peças de coleção
de design importantes, não
é mesmo? Estamos rodeados
por isso. Eu cresci num ambiente
assim. Me acho sortuda por isso.
Porque trabalho com beleza e me
divirto.
A inspiração
para o design de interiores vem
do acervo de moda da Missoni?
Sim. E muitas vezes olhamos peças
de coleções de roupas
para transferir para a coleção
de casa. Estamos sentadas agora
em almofadas que têm estampa
de uma das coleções
masculinas passadas. O modo como
crio e me inspiro continua sendo
o mesmo.
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